Search

“A iluminação dos espaços públicos tem de ser repensada”

A iluminação noturna nas cidades e em espaços que necessitam de luz durante a noite é um grande custo para os municípios e para qualquer entidade responsável pelo espaço. Desde 2009 que a Solarlightek apresenta soluções que têm por base a energia solar para ajudar a diminuir o valor mensal consumido e o diretor comercial, Hélder Carreira, explica como isso é possível e como esta pode ser a solução ideal para a iluminação pública.


Tendo em conta a recente subida dos preços da energia, devido à conjuntura atual, sentiram um maior impacto na procura pelos vossos serviços?

Desde 2021 que assistimos à escalada do preço da energia elétrica, colocando pressão sobre as finanças das famílias, empresas e instituições públicas. Autarquias, ao identificarem os custos insuportáveis da energia, sobretudo os que estão associados à iluminação pública, estão a tomar medidas drásticas que passam, por exemplo, por desligar a iluminação pública durante parte da noite. A prática de iluminar os espaços públicos remonta ao século XV, onde foram instaladas em Londres algumas lanternas com o objetivo de dissuadir a criminalidade. Seis séculos depois, o objetivo da iluminação pública não é muito diferente, na exata medida em que previne a criminalidade, torna mais aprazíveis áreas de lazer, destaca monumentos e orienta percursos. O equilíbrio perfeito entre uma eficiente iluminação pública e os custos associados à mesma consegue-se recorrendo a candeeiros LED alimentados a energia solar e, neste sentido, sim, sentimos uma maior procura pelos nossos produtos.

Que produtos e soluções têm disponíveis? Como funcionam?

Os candeeiros Solarlightek reúnem num mesmo bloco, com 7 centímetros de espessura, um painel solar fotovoltaico, bateria lítio e sistema LED, que permite armazenar energia solar durante o dia para iluminação à noite. São totalmente autónomos, não precisam de qualquer ligação à rede elétrica, emitem brilho toda a noite e todo o ano. E estão ainda equipados com sensor crepuscular/luminosidade, permitindo ligar e desligar de forma automática.


Para que espaços eles são indicados?

Dispomos de diferentes modelos ajustados às mais diversas necessidades dos nossos clientes. Os candeeiros podem ser utilizados para iluminar parques, estradas, jardins, praças, estacionamentos, passeios ou até mesmo bases militares de forma totalmente gratuita, autónoma e sem necessitar de qualquer ligação à rede elétrica.







Quando falamos na instalação deste tipo de soluções, que investimento pode isso representar?

O preço diverge tendo em conta os lumens/brilho dos equipamentos. Temos soluções com capacidade para iluminar 100M2 com valor a rondar 60 euros. A qualidade dos bens é, ainda, fator diferenciador. Aquando da aquisição de candeeiros LED a energia solar deve prestar-se especial atenção à PCBA (Placa de circuito com componentes eletrónicos) que equipa o candeeiro. Por vezes, equipamentos com preço reduzido são pensados segundo o conceito “obsolescência programada” resultando, num curto espaço temporal, em lixo tecnológico.


Como avalia o cuidado que já existe com a iluminação noturna em Portugal, nomeadamente por parte de órgãos públicos e empresas privadas que necessitem de energia à noite?

Temos assistido à troca de luminárias tradicionais de vapor de sódio por luminárias LED. Penso, contudo, que se deva ir mais longe e optar por soluções inovadoras, como os candeeiros LED alimentados a energia solar. Vejamos, uma luminária tradicional de vapor de sódio com 150W (ainda existente amiúde na iluminação pública) que esteja ligada 12 horas por noite consumirá por ano cerca de 657 kWh e emitirá cerca de 167 kg de CO₂ – equivalente a andar 2786 Km de comboio, 1338 Km de carro e 492 Km de avião. A forma como estamos a iluminar os espaços públicos tem, forçosamente, que ser repensada.


Considerando a importância que é dada à sustentabilidade ambiental e às energias renováveis, como lhe parece que este mercado – e as vossas soluções – poderão crescer, interna e internacionalmente?


Inúmeras organizações e líderes mundiais têm manifestado preocupações com o ambiente, com o clima e com as fontes de energia. Conceitos como sustentabilidade ambiental ou desenvolvimento sustentável foram ganhando notoriedade e abrangência desde o início deste milénio, contudo, infelizmente, estão a ocorrer mudanças que serão irreversíveis durante séculos ou milénios. Todo o setor das energias renováveis irá crescer e terá considerável impacto nas economias mundiais.


Veja a entrevista do nosso Diretor Comercial à Revista Valor Magazine em https://www.valormagazine.pt/a-iluminacao-dos-espacos-publicos-tem-de-ser-repensada/